Ana Mello - escritora - contos, minicontos, poesia, Tira Bacana, Veredas, quadrinhos, haicai - Porto Alegre, Cachoeirinha, Rio Grande do Sul, RS

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Oficinas de Literatura: como são, para que existem e que futuro tem

Ana Mello

O papel das oficinas literárias foi o assunto da manhã da quinta-feira(25/08) do 3º Encontro Estadual de Escritores Gaúchos, que nesta edição tem como tema central A Criação Literária em Debate. O primeiro a falar sobre a experiência com as oficinas de literatura foi o escritor e professor Luiz Antônio de Assis Brasil. O autor ministra a disputada oficina de criação literária da PUC-RS. Para ele, mesmo algumas pessoas do meio não sabem ao certo o que são as oficinas de literatura.

Assis Brasil defendeu que as oficinas de criação literária não formam escritores, mas são um elemento de formação do escritor. Então, como se forma um escritor? "Desde a infância, com muita leitura, fundamentalmente. Lendo, ouvindo os outros, lendo a crítica literária, e se possível com alguma oficina de criação literária", explicou.

Em seguida, Charles Kiefer falou sobre o aumento do número de inscritos em oficinas. Para ele, isso ocorreu em função da popularização dos blogs na internet. "As pessoas tem a possibilidade de escrever e automaticamente querem melhorar o seu texto, para isso recorrem as oficinas”, argumenta.

Jane Tutikian começou a sua fala entregando que é fruto de uma oficina de criação literária. "Foi uma experiência absolutamente fantástica. Nós tínhamos como oficineiros Moacir Sclyar, Carlos Carvalho, Josué Guimarães, enfim, era uma turma de escritores de primeira linha do Rio grande do Sul", relembrou. A autora, que também ministra oficinas, acredita que não existe a possibilidade do oficinando sair com a cara do oficineiro, e defendeu que cada um traz sua bagagem, referências e experiências de vida.

O mais jovem escritor da turma, Marcelo Spalding, que participou de uma das turmas de Assis Brasil, falou da importância que a oficina teve no seu processo de criação e na de sua formação como leitor. “Nós conhecemos os autores, os períodos literários, mas não conhecemos a técnica deles, e a oficina ensina isso. Acima de tudo a oficina forma leitor. E talvez isso, por si só seja o maior ganho de uma oficina", concluiu. 

 

Fonte: http://www.cultnews.com.br/ Natália Arend

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