Ana Mello - escritora - contos, minicontos, poesia, Tira Bacana, Veredas, quadrinhos, haicai - Porto Alegre, Cachoeirinha, Rio Grande do Sul, RS

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Cibercultura, para quê te quero?

A educação está na moda! E se falar de Tecnologia na Educação você estará mais in ainda! O que me preocupa nisso tudo é: será que os educadores estão entendendo por que essa conversa toda de tecnologia, digital e educação estão no “olho do furação”?

Quando converso com alguns colegas de trabalho - os mais resistentes a esse assunto, é claro – tenho a impressão que eles consideram esse acontecimento do digital + tecnologia + educação apenas pelo advento do celular touch screen ou ainda porque os nossos sweet alunos estão no Orkut ou migrando para o Facebook, na verdade esses educadores acham mesmo que tudo isso é só uma moda, que isso vai passar, assim como tantas outras “modinhas pedagógicas” vieram, fizeram barulho, mas logo foram esquecidas.

No entanto, apesar de estar como um assunto em voga atualmente, a conexão das novas tecnologias e a educação está para além de ser só uma moda ou ainda uma ferramenta, mas está diretamente ligada a uma questão cultural! Não estou falando de uma ferramenta pedagógica, estou falando de uma cultura digital! Estou falando de ciberculture, ou em português, cibercultura. Mas afinal, o que é isso?

Pierre Lévy (1997 – Brasil 1999*) antes de definir cibercultura em seu livro, definiu o que era ciberespaço, para melhor compreensão do termo em questão:

O ciberespaço (que também chamarei de rede) é o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial de computadores. O termo especifica não apenas a infraestrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo. Quanto ao neologismo “cibercultura”, especifica aqui o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço. (Lévy, 1999, p. 17)

OK. Não entendeu nada, né querido leitor, mas não se preocupe, também achei difícil de entender quando li Levy pela primeira vez...não é fácil ler artigos de um cara visionário como ele é. Mas encontrei um vídeo no Youtube, feito por alunos de um curso de Comunicação Social, que deixa muito mais ilustrativo esse conceito para os leigos, que apesar de complexo, é mais simples e prático que parece:

Depois de ver o vídeo, percebi mais ainda porque a educação está na moda nesse momento: a interatividade e o protagonismo do educando, que há tanto se fala no contexto acadêmico, agora é real e altamente possível! A cibercultura eleva o cidadão de expectador da informação/notícia para produtor e formador de opinião! Essa atitude que a cibercultura tem oportunizado para o cidadão pode e deve ser levada para o contexto pedagógico, ou seja, a cibercultura não é mais uma ferramenta tecnológica para a educação, mas é a cultura de uma geração que vive essa experiência de protagonismo no mundo virtual, aproveitar a experiência prévia do educando é a lei da pedagogia contemporânea.

Como sempre digo, a cultura digital é fato e não mais opção. Não depende do educador querer ou não essa cultura, mas sim de ser ou não parte dessa cultura do século XXI, ou como diria o nosso bom e sábio Capitão Nascimento: pede pra sair!

Autora: Leila Ribeiro (leilagirassol@gmail.com)
Mestre em Linguística Aplicada, professora de língua inglesa na educação superior e consultora sobre cultura digital na Educação.

 

Fonte: http://sala.org.br/leila-ribeiro/cibercultura-pra-que-te-quero

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