Ana Mello - escritora - contos, minicontos, poesia, Tira Bacana, Veredas, quadrinhos, haicai - Porto Alegre, Cachoeirinha, Rio Grande do Sul, RS

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As fábulas e os contos de fadas

OS MAIS IMPORTANTES

Andersen, La Fontaine, Perrault, Esopo, Carrol e os irmãos Grimm - estes nomes são dos papas das histórias infantis. Vamos falar de um por um, em ordem cronológica.

Esopo - O mais mítico do "sexteto" acima nasceu supostamente na Grécia, em alguma cidade não identificada. A paternidade do gênero é inclusive atribuída a ele. Jean de La Fontaine serviu-se muitas vezes das histórias de Esopo, que teria vivido na Antiguidade, por volta do século VI a.C Demétrio de Falero escreveu sobre ele em 325 a.C. e narrava que ele teria sido um escravo libertado por seu senhor devido à beleza de suas fábulas, geralmente protagonizadas por animais, contudo com grandes lições humanas no final. Esopo mesmo nunca escreveu nada, pois era de um tempo da tradição oral.


La Fontaine - Jean de La Fontaine nasceu em Paris no ano de 1621. Apesar de estudar teologia e direito, sua influência maior foi a literatura. Aos 26 anos, por pressão paterna casou-se com Marie, de apenas 14 anos. Um casamento fracassado, que gerou um filho. Tornar-se-ia inspetor de águas como o pai, contudo, escrever já estava em seu sangue. Antes de ser fabulista, tentou a teologia e a poesia, sem muita repercussão. A grande obra de sua vida chamou-se nada casualmente de... Fábulas e foi escrita em três partes, entre 1668 e 1694. Assim como Esopo teria a pecha de criar a fábula, La Fontaine leva a fama de pai da fábula moderna. Morreu em 1695.

Charles Perrault - Nascido a 12 de janeiro de 1628, escritor e poeta, baseou-se nas fábulas para criar o Conto de Fadas. Se os citados anteriormente possuem paternidade nas fábulas, Perrault seria o pai da literatura infantil. Foi advogado e superintendente do Rei Sol, Luis XIV, e contemporâneo e conterrâneo de La Fontaine. Sua vida pessoal não condizia muito com suas historinhas como Chapeuzinho Vermelho e O Gato de Botas. Casou-se com Marie Guichon, morta antes dos 30 anos dando à luz uma menina.
Na Academia Francesa, Perrault protagonizou uma disputa intelectual, a Querela dos Antigos e Modernos.
Os Antigos defendiam a antiguidade greco-romana; Os Modernos, contudo, liderados por Perrault, afirmavam que a literatura francesa em nada ficava a dever ao passado. Faleceu em 1703.

Os irmãos Grimm - Jacob nasceu em 1785. Wilhelm, no ano seguinte, na Alemanha. Estudaram linguística e o folclore europeu e nesses estudos começaram a coletar histórias... O início do século XIX foi nebuloso para a dupla e é aí que seus contos começam a surgir... Ficando órfãos, Jacob assumiu o comando da família.
Em 1854, editaram um dos maiores dicionários do idioma germânico.
Cinco anos após, Wilhelm vem a falecer. Jacob seguiu a obra sozinho e veio a morrer em 1863.


Hans Christian Andersen - Nasceu na Dinamarca em 1805. Escritor muito precoce, essa habilidade lhe garantiu um lugar para trabalhar e estudar. Ainda adolescente, foi para Copenhague, onde trabalhou em teatro como ator e bailarino. Ainda que alguns o considerassem lunático, Andersen escrevia maravilhosamente, e ao publicar seus contos infantis, se notabilizou de vez. Escreveu mais de 150 histórias e morreu em 1875.

Lewis Carrol - Inglês, nasceu em 1832. Era e escritor e matemático. Educado sob rígidos preceitos religiosos, recusou-se a permanecer assim, entrando para a universidade de Oxford. Carrol adorava enigmas, mágicas e jogos matemáticos. Ficou fascinado quando surgiu a fotografia. Tinha uma estranha predileção por meninas, vindo daí seu maior romance: Alice no País das Maravilhas. Faleceu em 1898.

O GÊNIO RUSSO DA LITERATURA INFANTIL

Alexander Afanasyev Nikolayevich nasceu na Rússia em 1826 e possui um recorde invejável: publicou mais de 600 lendas e contos de fadas, sendo o maior número de contos de um único autor. Não à toa, ficou conhecido como o equivalente russo dos Irmãos Grimm. Antes de tornar-se o fabulista que foi, estudou direito e deu aulas de história, quando de repente aderiu ao jornalismo. A partir daí, Nikolayevich passou a tecer longos comentários sobre literatura antiga, até chegar à compilação de contos populares. Sua intenção era que o idioma pátrio superasse o francês na aristocracia russa. Seu trabalho como pesquisador, por volta de meados do século XIX, teve a ajuda do brilhante lexicógrafo e poliglota Vladimir Dal. O trabalho de Afanasyev influenciou escritores e até músicos como Stravinsky (O Pássaro de Fogo e A História de Um Soldado, entre outras obras).
Os problemas com a oposição da Rússia czarista foram minando as forças de um verdadeiro gênio literário. Alexander Nikolayevich morreu muito pobre, depois de vender a maior parte de sua biblioteca, em Moscou, aos 45 anos de idade.

 

Fonte: Revista Literatura por Antero Leivas

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